domingo, 2 de setembro de 2007

Nada como respirar arte por uma semana...


Teatro pra mim é poesia...
Profissão e a forma mais sincera de expressão.
É um universo que fascina, reúne pessoas e as interage.
Poder somá-lo ao jornalismo esta semana então, foi indescritível e apaixonante.

Trabalhando na II Mostra Gacemss de Teatro Contemporanium pude perceber que tem muita gente da região acontecendo por aí.
Foram peças de todos os tipos para todos os gostos. A nova geração de artistas está cada vez mais presente. Isso é ótimo. Entretanto, acho que todos os artistas da região, como de outras cidades, sofrem com o pouco incentivo, assim como com dificuldade de formação de platéia. Infelizmente, não se tem muito hábito de ir ao teatro, como se vai ao cinema. Mas nem por isso os artistas deixam de lutar e compartilhar seus trabalhos.
É bonito demais ver que a arte dribla essas condições infelizes para existir e continuar existindo.

Se costuma ir ao cinema, arrisque-se, pelo menos um dia, indo ao teatro. Vale à pena!


"Nem a loucura do amor/ Da maconha, do pó/ Do tabaco e do álcool/ Vale a loucura do ator/ Quando abre-se em flôr/ Sobre as luzes no palco.../ Bastidores, camarins/ Coxias e cortinas/ São outras tantas pupilas/ Pálpebras e retinas.../ Nem uma dôce oração/ Nem sermão, nem comício/ A direita ou à esquerda/ Fala mais ao coração/ Do que a voz de um colega/ Que sussurra "merda"./ Noite de estréia, tensão/ Medo, deslumbramento/ Feitiço e magia/ Tudo é uma grande explosão/ Mas parece que não/ Quando é o segundo dia.../ Já se disse não/ Foi uma vez/ Nem três, nem quatro/ Não há gente como a gente/ GENTE DE TEATRO!/ Gente que sabe fazer/ A beleza vencer/ Prá além de toda perda.../ Gente que pôde inverter/ Para sempre o sentido/ Da palavra "merda"/ Merda! Merda prá você!/ Desejo/ Merda!/ Merda prá você também/ Diga merda e tudo bem/ Merda toda noite/ E sempre a merda...." (Caetano Veloso)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Nada como a bela e boa conversa...


Mesmo vivendo nesta era digital hoje em dia, nada mais valiosa, produtiva, e benéfica, na busca constante pelo equilíbrio entre os seres-humanos, do que uma boa conversa: de olho no olho e em mesa de bar, numa verdadeira troca de pensamentos e argumentos de cada um. Apesar de, às vezes, sem o violão e com “clima mais sério”, acho interessante porque em qualquer que seja a situação, "uma boa e equilibrada conversa" é o que importa e se faz preciso. Acho que nada supera a boa conversa. Mas tanto na mesa de um bar, quanto no trabalho, ou em qualquer outro ambiente... Ela aproxima, cria vínculos, explica, e expõe sentimentos. Inclusive vejo nessa ferramenta uma solução para a apatia, para o descaso e para o crescimento das pessoas e da educação. Acho que a boa conversa ainda é um dos mais eficazes meios para exposição de idéias, definição de posicionamentos e entendimentos entre as pessoas. Vamos conversar mais, people!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cenas da cidade...


Costumamos estar tão bitolados em nossos mundinhos que, às vezes, nos esquecemos de reparar na beleza vinda das coisas mais simples, como este pôr-do-sol. Ou, simplesmente, deixamos passar despercebidas. Até porque, é tanta notícia e imagem ruim mostradas a toda hora, que fica realmente difícil arrumar tempo, em meio a correria diária da maioria das pessoas, para reparar imagens assim. Achei legal mostrar algo que ainda pode-se ver de belo nas ruas.


Falando em imagens... Muito antes de ter este blog eu já possuía um flog; quem quiser conferir, o endereço dele está na parte superior direita do blog aí.

Textos no café da manhã?

Não... Ainda não prefiro letrinhas à café preto. (risos) Mas é que, logo de manhã, eu acesso os sites do jornal do Brasil, do Globo, A Voz da Cidade, Diário do Vale, e leio as matérias.
Particularmente, gosto muito do site do JB. Possui textos curtos, justificados e com fonte pequena, além de separar com um espaço cada parágrafo. O leitor não tem como se perder ou se cansar da leitura.

O jornal O Globo, ora, conta com notícias mais curtas, ora, com notícias mais longas. O importante é saber trabalhá-las, como fazem. Afinal, apesar de muitos defenderem o texto curto na internet, não se pode esquecer, também, que uma das vantagens da internet em relação a outras mídias é a ausência de limites de espaço. Sei lá, acho que devemos buscar a conciliação dessas duas observações.

O jornal A Voz da Cidade também faz uso de textos curtos, porém não justificados, mas segue a utilização dos espaços entre os parágrafos como o JB, sendo objetivos e não cansativos. Já o Diário, não. O site do Diário do Vale, possui textos mais longos, não justificados, e sem espaço entre os parágrafos. Péssimo, na minha opinião. O excesso de palavras com parágrafos colados um ao outro faz com que os pontos de referência do olhar humano, durante a leitura, talvez deixem de existir. Desta forma, o leitor pode se perder ao ler as matérias, além de deixar de ter interesse pelas mesmas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Caminhando e cantando...


"Cantando agente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira... Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida."


Já dizia Cazuza... E pra mim foi mais ou menos assim. Sem nenhum pudor, pra sentir o mundo, a vida e ainda juntar os amigos que comecei a cantar. Ter cantado, ontem, no Bar Acadêmico foi ótimo, ter cantado música própria então, nem se fala...

Que saudade que eu estava do palco! De enfrentá-lo! Deixar aflorar esse lado meio bossa nova e rock'n'roll de quando subo nele. Um misto de emoção, entusiasmo, tranquilidade, ansiedade, medo... Mas que, cantando ou atuando, solta a tensão. O mais legal foi olhar para as pessoas e sentir que tem uma coisa também, que volta em resposta. E poder ver algumas cantarolando minha música, MINHA música, cara! Porque estava mostrando uma coisa bonita que eu compus: é, sem modéstia desta vez, ficou bonita mesmo. (risos) Sigo assim então... Caminhando e cantando. Pra estar sempre juntando amigos e de bem com a vida ..

Foto: Banda Acadêmicos do Bar, no Salão Nobre do UBM, ontem.
Obs: Não teria sido tão lindo ontem sem minha banda maravilhosa... Agradecimento especial aos meninos! =)

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Layouts semelhantes: avanço positivo ou modismo?


Observando a evolução de alguns sites como UOL, Terra, Americanas e Submarino, pude perceber que atualmente as páginas estão mais “clean” e com um número muito mais expressivo de informações. Se antes a publicidade e os ícones grandes ocupavam maior espaço nas páginas, hoje a informação fala primeiro.
Grandes reformulações foram feitas nestes sites desde a primeira edição dos mesmos. Desenvolveram desde sua aparência, estrutura e formatação, até sua determinação de cores, formas, imagens, gráficos, menu, fontes de textos, entre outros aspectos visuais.
Lembro dos layouts com texto Times New Romam, desorganizados, e uma pequena foto que demorava a carregar. Layouts bem “quadradões” mesmo. Depois, começaram a surgir uns sites mais “pesadões”, acompanhados de animações em flash pesadíssimas que demoravam uns 15 minutos pra carregar e duravam apenas 15 segundos de evolução. Mas, assim como em qualquer moda, o layout se modifica com o decorrer dos anos. A diferença fica na estreita ligação com o avanço da tecnologia, o que faz com o que o layout sempre se adapte às solicitações do mercado on-line.
Estamos agora na era da web 2.0, que facilita a navegação e o carregamento do site seja de um computador, de um celular, ou televisão. Com essa transformação e maior facilidade de acesso, hoje vemos layouts mais objetivos, seguindo uma regra mais rígida de construção, e proporcionando um ar de seriedade e credibilidade ao site. Vemos layouts cada vez mais parecidos. Mudam as cores, as informações, os serviços, mas a página, em si, fica muito semelhante: reta e objetiva. Agora, até que ponto isso é legal e até que ponto isso é moda? Ou, em até que ponto dá para ser criativo neste meio, sem fugir da objetividade exigente?

“Ataque à blogosfera”


Concordo com Andrew Keen ao dizer que deveríamos prezar pela existência de mídia tradicional. Realmente, se tratando da web 2.0, não vejo a democratização da mídia, mas o oposto.
Os "bloggeiros" não reproduzem as mesmas informações pesquisadas, analisadas e estudadas que a mídia tradicional produz.
Quando vamos até a banca e compramos um Jornal do Brasil, por exemplo, é porque sabemos que vamos obter informações sobre vários assuntos e acontecimentos por quem estudou para nos informar com qualidade e confiança. Quando ligamos a TV e assistimos ao Jornal Nacional, é porque sabemos de todo valor jornalístico da Globo. Sabemos, ao menos, que a Fátima Bernardes, por exemplo, não está ali à toa. E que possui um currículo jornalístico de altíssimo nível.
Agora, o que acontece quando ligamos nosso computador e acessamos um “blog” qualquer, de sabe lá quem? Obteríamos as mesmas informações acessíveis à massa que a mídia tradicional nos fornece? A resposta é não. A segunda geração da web não reproduz a informação, digamos que, "estudada" que a mídia tradicional produz. É como Keen disse em sua entrevista à Folha: Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo? Também não sou contra ao avanço tecnológico, mas também acho que deve haver esta preocupação com esta segunda geração de web. Não podemos nos basear em qualquer informação e em tudo que se colocam, que se divulgam, na internet atualmente.
Em contrapartida, acho que a diversidade de opiniões é interessante e pode nos enriquecer muito até. Mas é preciso não acreditar em tudo, e sim, ler de tudo um pouco para tirar suas próprias conclusões e até passar adiante para que outras pessoas possam fazer o mesmo de suas idéias.
Basta saber filtrar o que é de credibilidade em meio a tanto lixo nesse gigantesco fluxo de informações on-line.